7 fatos sobre Obesidade

Atualmente o Brasil vive uma epidemia de obesidade. Mais de 50% dos adultos estão com sobrepeso e 20% já estão obesos. Nas crianças, um terço delas já estão fora do peso ideal e, se os índices continuarem crescendo até 2020 quase 50% sofrerão com obesidade infantil.


A obesidade é uma doença crônica que demanda tratamento e acompanhamento. O primeiro passo é iniciar a mudança de hábitos alimentares e praticar exercícios físicos, além de buscar ajuda médica para avaliar possibilidades de tratamento. Abaixo, listo 7 fatos sobre a obesidade:



1 – A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal que pode acarretar danos à saúde. Ela é calculada pelo Índice de Massa Corporal (IMC). A conta é simples: divide-se o peso (em kg) pela altura (metros) e divide pela altura novamente. Exemplo: 57 dividido por 1,60 dividido por 1,60. Segundo padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2 há sobrepeso e, acima deste valor, a pessoa já é considerada obesa.


2 – O grau de obesidade é classificado em: obesidade leve ou Classe 1 (IMC varia de 30 a 34,9 kg/m2); obesidade moderada ou Classe 2 (IMC de 35 a 39,9 kg/m2) e obesidade grave, mórbida ou Classe 3 (IMC igual ou acima de 40 kg/m2). Essa classificação é muito importante na escolha do tipo de tratamento (clínico ou cirúrgico).


3 – A obesidade mexe com o fator psicológicos e acarreta queda na autoestima e aumenta o risco de depressão. Também é fator de risco para uma série de doenças como hipertensão, doenças do coração, diabetes tipo 2 e problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.


4 – Suas causas são diversas e, em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo aceleram o desenvolvimento da obesidade. Disfunções endócrinas também podem levar ao desenvolvimento da obesidade e, por isso, é importante consultar um endocrinologista.

5 – O tratamento da obesidade com medicamentos depende da avaliação do médico, que utiliza fatores de risco e outras doenças para prescreve-los quando há necessidade. Apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso (IMC 25 - 29,9 kg/m2).


6 – A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas e o excesso de alimentos ricos em gordura, açúcar e ultraprocessados aumentam o número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.


7 – Pessoas obesas têm menos relacionamentos sociais e românticos porque saem menos de casa devido à baixa autoestima. Quando se relacionam, a obesidade interfere no desempenho e libido sexual, pois a doença reduz a testosterona nos homens. Nas mulheres, ocorre redução de hormônios femininos e aumento dos masculinizantes (aumento de pêlos, irregularidade menstrual e infertilidade).

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